O Eremita é uma das 4 virtudes morais do Tarot, junto com a Justiça, a Força e a Temperança. E também é um iluminado peregrino em hábito de monge, velho e de longa barba branca, transportando um cajado e uma lanterna, detalhe importante que o leva à paciência em busca da arte da iluminação. Está sozinho neste planeta, separado de todas as outras criaturas vivas, um fenômeno único de sua jornada arquetípica. Sempre é considerada uma carta meio lúgubre, não a toa a lanterna para iluminar o caminho do Eremita.
Mas esta imagem de Valin Mattheis consegue combinar vários dos meus temas favoritos: o próprio Eremita carregando a lanterna na ponta de seu cajado "para os lugares escuros" e como sua única companhia, um corvo que o contempla do alto. Aqui, em vez do velho de longas barbas, temos uma morte esquelética que viu muito mais do que eu jamais saberei e carrega um grande grimório "cheio de segredos mágicos" (sem dúvida, o tipo de segredos necromânticos).
Ao longe, ergue-se uma grande torre com ameias rodeada de pequenas casas aos seus pés, todo o cenário numa penumbra de névoa. E, como se não bastasse, gosto muito do título da obra: "The light borne through ruined lands".

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