Eu gosto
bastante da iconografia não convencional em decks de tarot e aqui temos uma
carta do terceiro baralho de Leo Armin, o “Gemrod Taro” (sem o ‘t’ final).
Quando olhei de perto, achei curioso e sem sentido, mas uma rápida reflexão me
trouxe muitos pensamentos. Esse baralho não vem com livreto e não há títulos
nas cartas, mas com certeza essa se refere à sétima carta dos Arcanos maiores –
a Carruagem ou o Carro.
Gosto da maneira como o “cocheiro interno” (psique?) segura as rédeas com os fios conectando todas as partes do corpo (que tem o lado esquerdo menor). Armin tem vários motivos que reaparecem em suas cartas e um deles é o triângulo cruzado na túnica do cocheiro. Você pode encontrar isso em outras obras esotéricas, ele aparece no Khunrath’s Amphitheatre (1609), onde está conectado com a Pedra Filosofal, e também em L’alchimie du maçon (1813), que o liga com os três reinos (animal, vegetal e mineral). Uma última observação que deve interessar aos junguianos: olhe com atenção e você verá a sombra da grande figura... (diz muito, esse detalhe). Enfim, uma boa viagem nesse Carro.

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