E nessa linha de pesquisas sobre iconografias diferentes em decks de Tarot, eis aqui a carta da Lua, do raríssimo (e caro) “The Tarot of Frown Strong” (edição pela Esoteric & Occult Productions - 1978). No cenário apenas um cachorro branco uivando para aquela lua avermelhada e, embora existam duas torres, elas têm caminhos bem diferentes: a da esquerda é escura, lúgubre e estreita, passando por lugares rochosos, enquanto a outra é larga, branca, e com uma parede de proteção. A escolha imediatamente me faz pensar no Y de Pitágoras.
Afinal que caminho devemos tomar? Aqui está o que diz no livreto:
“Esta carta fala de duas possibilidades: uma pessoa pode ser vítima de seus
próprios demônios, da avareza, inação, desespero ou esterilidade, ou sob a
ameaça das consequências óbvias disso, ser impelida à ação... Também fala da
disposição de acreditar em um propósito superior. Estas “torres gêmeas”
representam desespero e falta de esperança, com apenas um caminho de retorno. A
lua é vista como laranja, que é a cor associada à fome e isso quer dizer que
exerce uma influência sobre os aspectos da “torre da vida”, assim, o cão é
compelido a latir para a lua. Esta grande atração magnética da lua atrai tudo,
as águas (causando marés), vida orgânica e até mesmo as massas de terra. No
homem, se não houver a âncora da sanidade baseada na realidade, a loucura pode
ocorrer”.
E se observar com cuidado: 10 janelas na torre esquerda, 8 na direita. Uma maneira inteligente de indicar o Arcano 18.

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