E
por falar em Morte, aqui está “The Young Girl and Death” (1908), da artista
austríaca Marianne Stokes. Aqui a Morte é uma jovem sensível, quase como uma
imagem espelhada da moça olhando para ela de sua cama. As cores são
impressionantes: a escuridão lúgubre mas gentil da Morte, o branco da donzela
como a inocência, com aquele lençol vermelho-sangue entre elas. Acho fascinante
que, em vez da foice tradicional para ceifar os vivos, aqui a Morte segura uma
lanterna como guia, talvez com a intenção de psicopompo, mas não como Hermes,
para o mundo subterrâneo e sim para iluminar o caminho que a levará ao mundo
das Almas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário