Numa manhã ensolarada, no céu de Creta, Grécia, surge Ícaro planando com imensas asas de cera e penas, desafiando as leis do homem e da natureza. Ignorando os avisos de seu pai, Dédalo, ele sobe cada vez mais alto. Para as testemunhas no solo, ele parecia um deus e, enquanto olhava para baixo, ele também sentia-se como um.
Porém, na mitológica Grécia antiga a linha que separava homens e deuses era intransponível e a punição aos mortais que tentassem cruzá-la era severa. Este foi o caso de Ícaro e Dédalo. Aqui temos - The Lament for Icarus (1898) do pintor classicista inglês Herbert James Draper. Esta pintura impressionante ganhou a medalha de ouro na Exposition Universelle em Paris, em 1900.
As asas de Ícaro são enormes, é possível ver como ele foi amarrado nelas, mas a engenhosidade de seu pai não impediu sua queda quando ele voou muito perto do sol e se precipitou em queda livre. Ele parece especialmente jovem nesta versão, assim como as ninfas lamentando sua morte prematura. É um memorial lindo, romântico, mas trágico pela perda de uma jovem vida.

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