Na mitologia grega, Dafne (do grego Δάφνη, que significa
"loureiro") era uma ninfa, filha do rio-Deus Peneu e primeiro amor de
Apolo. No mito, a ninfa Dafne foi perseguida pelo Deus Apolo depois de ele ter
insultado Eros sobre o seu “arco pequeno”. Em vingança, Eros atirou em Apolo
uma flecha de ouro, fazendo-o se apaixonar por Dafne, mas por engano, atirou
nela uma flecha de chumbo, que teve o efeito oposto, fazendo a ninfa rejeitar o
amor de Apolo.
Apolo continuou a persegui-la incansavelmente e ela se sentiu horrorizada ao
pensar em ter que amar ou se envolver, preferindo caminhar pelos bosques, se
banhar nos rios ou caçar (muitíssimo sensata). Então Dafne chama seu pai e
implora para salvá-la: "Abra a terra para me engolir, ou muda a minha
forma!” ... o pedido foi atendido e ela se transformou em uma árvore de louros.
Arrasado, Apolo disse: "Se não podes ser minha mulher, serás minha árvore
sagrada". Desde então, Apolo sempre usou uma coroa de louros, em memória
de sua amada, assim como os vencedores do atletismo, comandantes militares
bem-sucedidos e poetas laureados.
Esta delicada interpretação do momento da “Metamorfose de Dafne” (1921), foi
feita pelo ilustrador inglês Arthur Rackham, para uma versão ilustrada de um
conto do século XVII de John Milton " The Masque of Comus ".

Nenhum comentário:
Postar um comentário