Muito incomum e forte essa arte do pintor e escritor
francês Valère Bernard, “Le Répit (La Mort allaitant une chauve-souris)”
(1895).
Embora às vezes vemos personificações femininas da Morte, esta é uma das poucas
que eu encontro que é, ao mesmo tempo mortífera, com aquela foice afiada e
aquela pilha de cadáveres ao fundo, e ao mesmo tempo vivificante com o seio
nutrindo o filhote morcego. A Morte dessa gravura tem a pele
lisa e cadavérica, carinhosamente assistida por um morcego em seu ombro, bem
como o filhote um tanto grande, sugando de seu seio.
Pessoalmente, acho uma imagem perturbadora, principalmente pela expressão
sinistra e malvada de sua face. Não posso deixar de me perguntar se os morcegos
não seriam vampiros e o que a Morte está fornecendo não é leite e sim o sangue
dessas vítimas recentes. O que você acha?
Para citar Burroughs: “A Morte precisa de tempo para aquilo que mata, crescer”.
"Ut quid vincat, non est sacrifice alium coaequalem. Hæc est Lex Magia. (A fim de ganhar algo, deve se sacrificar um outro de valor equivalente. Essa é a Lei da Magia)
9/01/2022
Le Répit (La Mort allaitant une chauve-souris)
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário