Aqui temos uma das esfinges maravilhosas da (igualmente
maravilhosa)
senhorita Madeline von Foerster.
Chama-se “Lusus Serius”, título de uma obra alquímica de Michael Maier, mas
muito apropriado aqui para esta disputa entre aquela linda Esfinge e a Rainha
grávida (junguianos podem gostar das possíveis interpretações). Nas palavras de
Madeline: “Esta obra mostra os caprichos do destino e as forças opostas de
criação e destruição, mas sem triunfo dado a nenhuma delas. A rainha grávida
representa potencialidade e promessa. A Esfinge simboliza obstrução e ruína. Eu
sempre amei a Esfinge, guardando formidavelmente seu caminho por meio de
enigmas mortais e no hálito com cheiro de carniça. Mitologicamente, acho que
esse tipo de criatura representa a necessidade de confrontarmos nossos próprios
Eus mais feios, nossas próprias perguntas sem respostas, em nossa jornada de
vida. Na fase do jogo de xadrez em que minha pintura está ambientada, o
resultado ainda não é certo. Ambos os jogadores ainda têm chance de vencer a
partida, embora o vencedor final, é claro, seja Saturno (Deus do Tempo), cuja
imagem está esculpida sob o tabuleiro de xadrez. Alí também vemos a frase
“Tangi Reminiscor” (Ser Tocado [é] Recordar).
"Ut quid vincat, non est sacrifice alium coaequalem. Hæc est Lex Magia. (A fim de ganhar algo, deve se sacrificar um outro de valor equivalente. Essa é a Lei da Magia)
9/01/2022
Lusus Serius
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