Um dragão sedento da Quinta Essentia, de Leonhard
Thurneisser - 1572, que está no início do capítulo "Sobre a essência do
Vitríolo". O vitríolo é geralmente de cobre ou sulfato de ferro, o
primeiro um azul brilhante, o outro azul esverdeado. Estes foram considerados
extremamente importantes para a transmutação, nos laboratórios alquímicos de
outrora. O azul, por exemplo, ‘transmutou’ o ferro em cobre, o que incentivou a
ideia de que tais mudanças eram possíveis com os outros metais. Um versículo
acima da imagem diz que “o dragão dá um fruto excelente, pois o que foi fixado
se torna volátil, o Poço da Vida tem três fontes e torna possível a fuga
novamente”.
Aqui, podemos ver apenas duas das três fontes rotuladas,
uma é ‘Aurum Potabile’ (ouro potável), considerada uma cura maravilhosa; o
outro é ‘Oleum Virtutis’ (Óleo da Virtude).
O ácido sulfúrico era conhecido então como ‘Óleo de Vitríolo’ e era importante na dissolução de substâncias em laboratório. O dragão está bebendo o “opiáceo láudano”, que Paracelso usava em comprimidos como curativo para problemas como dores intestinais. Sua cauda é enrolada em torno de uma árvore de tinturas, onde o tronco representa o aparelho de destilação do recipiente denominado Antimônio, um mineral importante tanto para refinar o ouro quanto como purgativo para o corpo humano (onde "uma pitadinha" pode te fazer se afogar em vômito e merda). Os "frutos" da árvore são frascos, cada um contendo o símbolo de um dos metais, mas também alguns minerais (aquele que parece 33 é o símbolo do Cinábrio, um composto vermelho de Mercúrio e Enxofre). Os pássaros voando dos frascos simbolizam o fixo se tornando volátil. Um bom exemplo de “iatroquímica” ou alquimia médica.

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