10/30/2021

Hope in the Prison of Despair


 Aqui está uma pintura pré-rafaelita de Evelyn de Morgan que expressa como eu me sinto, observando o comportamento de meus compatriotas: “Hope in the Prison of Despair” (1887), obra que retrata uma cena alegórica por meio de um arranjo simples com detalhes simbólicos em um estilo que lembra um pouco Burne-Jones. Na cena vemos Esperança como uma mulher (talvez um pouco de androginia) segurando uma pequena lanterna de ouro e a representação de um casal se consolando, logo acima de sua cabeça. Ela está entrando na masmorra onde Desespero é representada como uma jovem sobrecarregada e curvada pela dor e tristeza, segurando a cabeça em um gesto de sofrimento, sem perceber a figura alentadora atrás dela. Uma sensação de prisão é criada pelas portas e janelas gradeadas, que são ecoadas pelos padrões retangulares proeminentes das paredes de pedra e do chão e, mais obviamente, pela corrente no canto, mas notem que a corrente não prende a mulher e há um espaço considerável nas grades da janela, que a permitiria escapar do calabouço (talvez a luz da lanterna revelaria essa possibilidade de sair dali ?).

Esperança está vestindo uma mistura de marrom terroso e vermelho capeta, enquanto Desespero está vestida de preto, uma túnica fúnebre e pesada. A áurea suave de Esperança sugere o conforto proporcionado pela fé religiosa da própria artista, uma pintora britânica integrante do movimento da Irmandade Pré-Rafaelita muito embora por suas características possa melhor ser definida como simbolista e que viveu em Londres entre 1855 e 1919.

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