12/24/2020

Hermes Trismegistus



E aqui temos uma versão interessante de “Hermes Trismegistus” do artista austríaco Kurt Regschek.

Na tela, o Pai da Alquimia, o egípcio Hermes, está diante de uma versão incomum de sua famosa "Tabula Smaragdina" (ou a Tábua de Esmeralda) e é uma referência de um livro de 1657 de Wilhelm Kriegsmann, que escreveu vários livros sobre alquimia e Kabbalah. A versão manuscrita mais antiga da Tábua de Esmeralda está em árabe, do livro “Kitab Sirr al-Asrar” (ou O Livro do Segredo da Criação e a Arte da Natureza) que foi escrito entre os séculos VI e VIII e é a única fonte de referência a Hermes, uma lendária combinação helenística do deus grego, Hermes e do antigo deus egípcio, Thoth.

A Tabula Smaragdina foi traduzida pela primeira vez para o latim no século XII por Hugo de Santalla e o texto também aparece em uma edição do século XIII do "Secretum Secretorum". E aqui, atrás de Hermes temos a versão fenícia de Kriegsmann!

Vou deixar algumas imagens para que vocês possam comparar. E, se por um feliz acaso alguém ler fenício, por favor manifeste-se!!

A Tábua de Esmeralda é famosa por sua célebre frase “Quod est inferius, est sicut quod est superius” de harmonia recíproca entre os céus e a terra e esse é certamente o significado para os gestos das mãos de Hermes, aqui, assemelhando-se ao Mago do tarô Waite-Smith. A inclusão do Yin-Yang é um belo toque intercultural. As pirâmides no fundo denotam as origens egípcias da alquimia e eu gosto do uso simbólico do Oroboro aos seus pés.

Na sequência:

- A pintura - Hermes Trismegistus” (Kurt Regschek)

- A versão fenícia da Tábua de Esmeralda de Wilhelm Kriegsmann

- A versão latina do século 17 de Heinrich Khunrath.


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