E aqui temos uma
versão interessante de “Hermes Trismegistus” do artista austríaco Kurt
Regschek.
Na tela, o Pai
da Alquimia, o egípcio Hermes, está diante de uma versão incomum de sua famosa
"Tabula Smaragdina" (ou a Tábua de Esmeralda) e é uma referência de
um livro de 1657 de Wilhelm Kriegsmann, que escreveu vários livros sobre
alquimia e Kabbalah. A versão manuscrita mais antiga da Tábua de Esmeralda está
em árabe, do livro “Kitab Sirr al-Asrar” (ou O Livro do Segredo da Criação e a
Arte da Natureza) que foi escrito entre os séculos VI e VIII e é a única fonte
de referência a Hermes, uma lendária combinação helenística do deus grego,
Hermes e do antigo deus egípcio, Thoth.
A Tabula
Smaragdina foi traduzida pela primeira vez para o latim no século XII por Hugo
de Santalla e o texto também aparece em uma edição do século XIII do
"Secretum Secretorum". E aqui, atrás de Hermes temos a versão fenícia
de Kriegsmann!
Vou deixar
algumas imagens para que vocês possam comparar. E, se por um feliz acaso alguém
ler fenício, por favor manifeste-se!!
A Tábua de
Esmeralda é famosa por sua célebre frase “Quod est inferius, est sicut quod est
superius” de harmonia recíproca entre os céus e a terra e esse é certamente o
significado para os gestos das mãos de Hermes, aqui, assemelhando-se ao Mago do
tarô Waite-Smith. A inclusão do Yin-Yang é um belo toque intercultural. As
pirâmides no fundo denotam as origens egípcias da alquimia e eu gosto do uso
simbólico do Oroboro aos seus pés.
Na sequência:
- A pintura -
Hermes Trismegistus” (Kurt Regschek)
- A versão
fenícia da Tábua de Esmeralda de Wilhelm Kriegsmann
- A versão
latina do século 17 de Heinrich Khunrath.



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