12/05/2020

Morgan Le Fay

Aqui está uma pintura do romancista pré-rafaelita Frederick Sandys que imagino, muitos de vocês conheçam, retratando a famosa Feiticeira "Morgan Le Fay" (1863) das “Lendas do Rei Arthur”, na verdade a irmã mais velha de Arthur, de acordo com Chrétien de Troyes, um poeta e trovador francês. O nome “Morgaine” tem origem celta e quer dizer “mulher que veio do mar”. Pode-se escrever Morgaine ou Morgan. As lendas baseadas nos contos do Rei Arthur acreditam que Morgan foi uma sacerdotisa da Ilha de Avalon, na Bretanha, meia-irmã de Arthur. É filha de Igraine, e Gorlois, Duque da Cornualha. Em outra versão é dito que Morgan queria usurpar o trono de Arthur e se tornar a nova rainha de Camelot e manter seu filho, Mordred, como seu sucessor, através de uma conspiração liderada por ela, para conseguir o trono.

Ela é uma personagem muito ambígua, às vezes uma curandeira, outras vezes antagônica a Arthur e sua corte em Camelot. Aqui podemos ver sua natureza poderosa e perigosa, implícita na pele de leopardo que é parte de seu traje. No fundo está um tear no qual ela teceu um manto encantado, destinado a consumir o corpo do Rei Arthur pelo fogo sagrado. Um caldeirão está queimando em um tripé atrás dela e ela segura uma lamparina a óleo, parecida com um leão ou grifo, enquanto faz um encantamento.

Gosto particularmente dos símbolos mágicos em seu vestido, especialmente a cobra, o dragão e os sigilos, bem como as figuras de estilo egípcio, na tapeçaria logo atrás. É uma pintura rica em detalhes e simbologia.

O que chama sua atenção nela?

 

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