Esta é uma antiquíssima estátua de Asherah, (hebraico: אֲשֵׁרָה
) a Deusa da fertilidade que na mitologia semita foi a "Deusa Mãe"
canaanita que aparece em várias fontes acadianas escritas pelo nome de
Asratum/Asratu, entre os hititas Aserdu/Asertu e entre os ugarítas
Asherah/Astarte.
A mais antiga referência à Deusa Asherah foi encontrada
por arqueólogos árabes e data de, entre o final do século 9 e o início do
século 8 (a.c.), na parte nordeste da península de Sinai. O local é
frequentemente identificado como um Santuário, embora não haja certeza, uns
afirmam que se tratava de uma “caravançarai” termo persa para um tipo de
estabelecimento hoteleiro, pousada ou estalagem e se destinava a mercadores
viajantes para repouso e abastecimento de água. Mas como alí foram encontrados
diversos objetos de devoção, há a possibilidade de ter sido também um local de
adoração.
Neste sítio foram encontrados dentre outros objetos: um
jarro em fragmentos que pôde ser parcialmente reconstruído (imagem 2) e no
qual há uma inscrição muito interessante – “Eu o abençoo com Yahweh de Samaria
e Sua Esposa Asherah”.
A inscrição está em ugarítico que vem do povo Ugarite,
uma antiga e cosmopolita cidade portuária, situada na costa mediterrânea do
norte da Síria. No desenho feito pelos arqueólogos, podemos ver Yahweh, com
cara de boi (ele sempre foi representado como essa cara de boi) com um pênis
avantajado (fertilidade), e um outro personagem atrás dele, muito provavelmente
Baal, o principal deus masculino dos fenícios. E ao fundo vemos a Deusa Asherah
sentada, tocando uma lira.
A Deusa Asherah tem uma vasta e justa presença em todo o
território de Canaã, ela é identificada como Rainha consorte do Deus sumério
Anu e em outros locais, do deus ugarítico El, as mais antigas divindades de
seus respectivos panteões. Bem como era esposa de Yahweh, deus de Israel e Judá
(ambos sem ligação histórica com o judeus/judaísmo, só pra constar). Mas há uma
grande variedade de lugares e adorações dessa divindade em toda aquela
gigantesca região. Alguns estudiosos descobriram um vínculo antigo entre
Asherah e Eva, com base na coincidência de seu título em comum de "a Mãe
de todos" Gênesis 3:20. Há especulações adicionais de que o Shekhinah como
um aspecto feminino de Yahweh pode ser uma memória cultural ou devolução de
Asherah. Nas escrituras cristãs, o Shekhinah, ou Espírito Santo, é representado
por uma pomba - um símbolo onipresente das religiões da Deusa Asherah, também
encontrado nos santuários dos não hebreus. A simbologia da Deusa ainda persiste
disfarçadamente na iconografia cristã, algumas vezes em forma de anjos com asas
de aves e aspecto feminino.
Agora vamos para as referências bíblicas de Asherah: O
nome dessa importantíssima Deusa é citado 40 vezes nos textos bíblicos, mas
como aqueles povos nutriam (e nutrem) um ódio gigantesco por tudo que
representa as mulheres, os primeiros tradutores bíblicos substituíram o
original - Deusa Asherah, pela forma nojenta e desrespeitosa de - palus sacer
(postes sagrados). Obviamente que todos os outros tradutores incluindo os
ocidentais (igualmente inimigos do Sagrado Feminino), continuaram a traduzir o
nome da Deusa, por poste-sagrado. Alguns tradutores de cabeça oca e um QI de
dois dígitos se justificam (ou tentam) afirmando que a representação da “personagem”
seria a de uma árvore “estilizada” que na mitologia original cresce na barriga
da Deusa, por isso a ligação com “poste” (que deveria estar bem no meio do cu
desse povo). Uma das poucas citações à Deusa, sem ser relacionada a um poste,
está em Jeremias 7:18 – “Os filhos ajuntam a lenha, os pais acendem o fogo, e
as mulheres preparam a massa e fazem bolos para a Rainha dos Céus. Além disso,
derramam ofertas a outros deuses para provocarem a minha ira”.
Josias, em Reis 18, até tentou apagar para sempre (a
mando de deus) qualquer referência à Deusa e outros símbolos mágicos da época,
como a serpente de bronze, promovendo uma suposta “reforma na fé”, que hoje
sabemos muito bem que nunca aconteceu, uma mera invenção como exatamente 99%
desse livro idiota. Oséias, por exemplo, critica uma deusa que está associada a
árvores, mas cujo nome nunca é mencionado.
A "Rainha do Céu" também é anônima em Jeremias,
apesar de ser amplamente reverenciada. Como as mulheres de Jerusalém atestaram:
"Faremos o que bem nos apetece. Queimaremos incenso à Rainha dos Céus.
Apresentar-lhe-emos sacrifícios, tantos quanto quisermos, tal como já nós
próprios fizemos e os nossos pais antes de nós e os pais deles, assim como os
nossos reis e nobres sempre fizeram nas cidades de Judá e nas ruas de
Jerusalém. E nesses dias até tínhamos abundância de comida, tudo nos corria bem
e éramos felizes!" (Jeremias 44:17).
Em Ezequiel 8:5 também há uma referência disfarçada de
uma estátua enorme da Deusa na porta do templo de Jerusalém. Os tradutores
tentaram esconder essa “aberração feminina” com outro nome, mas nos livros
originais da mitologia Ugarite está a prova da artimanha. Na tradução está: “E
disse-me o senhor: Filho do homem, levanta agora os teus olhos para o caminho
do norte. E eis que do lado do norte, à porta do altar, estava essa imagem de
“ciúmes” na entrada (do templo de Jerusalém). Ciúmes na tradução Ugarite é
Caná, um atributo direto à Deusa Asherah e se refere à “Deusa Mãe de todos os
deuses”, a “Criadora Primeira”.
O culto ao casal divino, acontecia amplamente em Israel,
Judá e Edon, desde o extremo norte ao extremo sul de Canaã. E só pra constar,
Yahwe/Javé/Jeová é uma divindade do Edon... seja dos recabitas, uma comunidade
ascética de israelitas contemporâneos ao profeta Jeremias no Antigo Testamento,
quanto dos amalequitas, descendentes de Amaleque e também descendentes de povos
nômades do sul da Palestina. Assim Yahwe/Javé/Jeová, não é um deus judeu e nem
tem nada a ver com o judaísmo, pois se trata de uma divindade árabe.
Enfim, por mais que se tentaram apagar os cultos místicos
às divindades femininas, na bíblia, eles foram mantidos, muitas vezes
disfarçados e, quanto mais se descobrem sítios ancestrais e estudam as
mitologias antigas, mais sabemos da importância dos cultos e adorações às
Deusas e mais sabemos o quanto os carcamanos nojentos manipularam todo aquele
livro para tê-lo como um objeto de controle social. Por sinal, muitíssimo
eficiente até os dias atuais.
Amém, oh grande Deusa Asherah!!


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