Uma figura importante do "renascimento do ocultismo" francês, foi Alphonse Louis Constant (1810-1875), que publicou várias obras esotéricas influentes sob o pseudônimo de Éliphas Lévi. No primeiro deles, o "Dogme et Rituel de la Haute Magie" (1854), Lévi inclui uma imagem famosa diretamente inspirada por uma das gravuras de Heinrich Khunrath, no complicadíssimo “Amphitheatrum Sapientiae Aeternae” de (1595).
O Bode Sabático
Baphomet não é outro senão a imagem da "esfinge das ciências
ocultas". No vol. 2, Capítulo XV “Le Sabbat des Sorcières”, Lévi escreve:
“O Bode que é representado em nosso frontispício traz em sua testa o sinal do
pentagrama com uma ponta no ascendente, que é suficiente para distingui-lo como
um símbolo de Luz; ele faz o sinal do ocultismo com ambas as mãos, apontando
para cima, para a lua branca de Chesed (Misericórdia) e para baixo para a lua
negra de Geburah (Severidade). Este sinal expressa a perfeita harmonia da
misericórdia com a justiça. Um dos braços é feminino e o outro masculino, como
no andrógino de Khunrath, cujos atributos combinamos com os de nosso Bode, pois
são um e o mesmo símbolo”.
A gravura que Lévi se refere é a do "Rebis alquímico", cujos braços, como os de Baphomet, levam as palavras da famosa máxima alquímica Solve et Coagula. Eu incluí a gravura de Khuntath para mostrar o que ele quis dizer. Com suas referências à Cabala (os 2 sephiroth - Chesed e Geburah) e Alquimia (Solve e Coagula), o Baphomet de Levi é uma combinação extremamente interessante de sistemas esotéricos.


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