9/16/2017

Sol Niger / Splendor Solis

Splendor Solis... para mim o mais belo, precioso e elaborado livro da Grande Obra, a "Velha Alchimia". As ilustrações desse Códex tem algo de Divino. É atribuído a Salomon Trismosin e foi manuscrito por volta de 1582 em alemão, com escrita gótica florida. Atualmente faz parte do acervo da Biblioteca Britânica.

Tenho um profundo respeito pelo poder desta imagem, Sol Niger (O Sol Negro). Os sóis são abundantes em toda a linguagem simbólica da Alquimia. Dentro deste Léxico, o Sol Negro é particularmente vital. Representa a primeira etapa da Grande Obra. Este estágio é o Nigredo, o escurecimento e putrefação do material a ser trabalhado. Nesse estágio, o material é cozido até obter uma uniformidade preta a fim de prepará-lo para o trabalho posterior. O pensamento junguiano entende o Nigredo como representando um estágio igualmente crítico no desenvolvimento da psique. De uma perspectiva junguiana, o Nigredo não só representa “um estado inconsciente de não diferenciação entre self e objeto, consciência e inconsciente” (Adler), mas também uma consciência dos aspectos sombrios da psique. No misticismo, isso corresponde à “Noite Escura da Alma”, na qual a crise espiritual e o confronto com as sombras (uma espécie de “escurecimento”) estabelecem o estágio preliminar para o crescimento e desenvolvimento futuro. Em seu “Liber de Arte Chemica”, o grande tradutor e pensador alquímico renascentista Marsilio Ficino nos diz: “O corpo deve ser dissolvido no mais sutil ar do meio: O corpo também é dissolvido por seu próprio calor e umidade; onde a alma, a natureza intermediária, mantém o principado na cor da escuridão: essa escuridão da natureza os antigos filósofos chamaram de cabeça de corvo, ou o Sol Negro. ”




Nenhum comentário:

Postar um comentário