Splendor Solis... para mim o mais belo, precioso e
elaborado livro da Grande Obra, a "Velha Alchimia". As ilustrações
desse Códex tem algo de Divino. É atribuído a Salomon Trismosin e foi
manuscrito por volta de 1582 em alemão, com escrita gótica florida. Atualmente
faz parte do acervo da Biblioteca Britânica.
Tenho um profundo respeito pelo poder desta imagem, Sol Niger (O Sol Negro). Os sóis são abundantes em toda a linguagem simbólica da Alquimia. Dentro deste
Léxico, o Sol Negro é particularmente vital. Representa a primeira etapa da
Grande Obra. Este estágio é o Nigredo, o escurecimento e putrefação do material
a ser trabalhado. Nesse estágio, o material é cozido até obter uma uniformidade
preta a fim de prepará-lo para o trabalho posterior. O pensamento junguiano
entende o Nigredo como representando um estágio igualmente crítico no
desenvolvimento da psique. De uma perspectiva junguiana, o Nigredo não só
representa “um estado inconsciente de não diferenciação entre self e objeto,
consciência e inconsciente” (Adler), mas também uma consciência dos aspectos
sombrios da psique. No misticismo, isso corresponde à “Noite Escura da Alma”, na
qual a crise espiritual e o confronto com as sombras (uma espécie de
“escurecimento”) estabelecem o estágio preliminar para o crescimento e
desenvolvimento futuro. Em seu “Liber de Arte Chemica”, o grande tradutor e
pensador alquímico renascentista Marsilio Ficino nos diz: “O corpo deve ser
dissolvido no mais sutil ar do meio: O corpo também é dissolvido por seu
próprio calor e umidade; onde a alma, a natureza intermediária, mantém o
principado na cor da escuridão: essa escuridão da natureza os antigos filósofos
chamaram de cabeça de corvo, ou o Sol Negro. ”
"Ut quid vincat, non est sacrifice alium coaequalem. Hæc est Lex Magia. (A fim de ganhar algo, deve se sacrificar um outro de valor equivalente. Essa é a Lei da Magia)
9/16/2017
Sol Niger / Splendor Solis
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